Fazendo uma limpeza em discos rigidos, salvando coisas da área de trabalho, removendo instaladores e pastas de fotos, videos e documentos … chegamos à constatação de como nossos sistemas vão se tornando lotados de trabalhos e momentos, coisas importantes e desimportantes…
As minhas “áreas de trabalho” chegam a ter dezenas de gigas, e a gente nem percebe quando estão simultaneamente na nuvem, uma lentidão só, uma tralha sendo arrastada pelo espaço…eis a nossa condição neo-humana… aí, quando fazemos essa faxina, vai tudo para discos externos que dificilmente voltarão a serem abertos…
Nossa realidade (na real mesmo) se resume sempre às últimas camadas utilitárias do tempo/espaço, como se fosse uma crosta fininha de gelo sobre um oceano caudaloso interior que chamamos de vida.
Já repararam as pastas de viagens como são arquivos mortos ?
São praticamente ilhas-de-nunca-mais.
Nào que sejam supérfluos, mas o fato é que se não tomamos cuidado, os discos se deterioram no armário do desuso e tudo se perde na indiferença fria do esquecimento.
É isso mesmo ?
